Nov 4 2009

Sobre Firefox e Safari

Desde um pouco antes de começar a desenvolver pra Web (Lá em 2005) comecei a usar o Firefox como navegador padrão. Isso porque na época descobri que o dito cujo tinha suporte a extensões, não que elas fossem triviais pra mim naquele tempo, mas eu não fazia a minima idéia, por exemplo, de que o Internet Explorer era o lixo que era. Fato, não foi por tal motivo que mudei e talvez por isso não culpe os usuários do IE apesar de que isso não significa que não puni-los por tal fato.

Enfim, a moral é que desde 2005 venho usando o Firefox e a cada ano que passa acabo descobrindo uma ou outra extensão que me faz ficar com ele, principalmente as relacionadas a desenvolvimento para a web. O problema, como a maioria de vocês sabe é que por natureza a rapoza já é um software pesado e relativamente lento e que quanto mais extensões você adiciona mais maximiza esses pontos negativos. Cheguei ao absurdo de ver o navegador da Mozilla Foundation usando mais de 1Gb de RAM!

Como designer e desenvolvedor web sou obrigado a usar vários softwares pesados nos meus afazeres diários e infelizmente não posso me dar ao luxo de deixar que o navegador use tal quantidade de memória RAM. Pra resolver isso vi duas possíveis soluções. Comprar pentes de memória novos e aumentar meus 2Gb pra 4Gb ou trocar de navegador. Como bom universitário e estagiário, meu orçamento não permite a opção número 1, logo resolvi dar uma chance ao Safari.

Céus como é rápido! Carregar uma página é uma tardefa ridiculaente rápida até na minha internet de 300Kbps. O processamento de JavaScript chega a ser ridiculo de tão eficiente. Além do que é possível habilitar o menu Developer que me entrega de mão beijada um Firebug nativo do próprio Safari além de quase todas as opções legais que o WebDeveloper Toolbar tem.

Menu para desenvolvedores habilitado no Safari

Menu para desenvolvedores habilitado no Safari

inspetor de código fonte do Safari

Inspetor de código fonte do Safari

Mas como sempre, nem tudo são flores. Eu tinha um certo problema com links abrindo em novas janelas ao invés de abas além de que sou fã do Delicious e a extensão para o Firefox era sempre muito usada.

Para o primeiro problema o sábio Fabiano Franz me deu a dica. Glims for Safari. Um software que depois de instalado dá uma série de customizações e melhorias para o navegador da Apple. O segundo problema foi resolvido com um link de JavaScript na barra de favoritos que cumpre a mesma função de adicionar sites no Delicious. É verdade que não com a mesma “elegancia” mas eu sobrevivo a isso.

Porém no fim das contas ainda existe um problema! Talvez o que mais me irrita depois dos links que não abriam em novas abas. No Firefox a barra de endereços do navegador funciona como o “I’m Feel Lucky” do Google. Ou seja desde 2006 que eu não digito um “www” ou “.com.br” porque o navegador já direciona direto pra página em questão e, caso não a encontre, automaticamente me manda para os resultados de busca!

Safari não faz isso! O comportamento dele é me enviar a uma página com o que acabei de digitar em um campo de busca do Google mas sem os resultados! Onde fatalmente vou apertar um ENTER e ir para os resultados de busca!

Tela para URL não encontrada no Safari

Tela para URL não encontrada no Safari

Agora me respondam pessoas de Cupertino. Porque não levar direto para os resultados de busca da minha engine favorita? Porque essa tela inútil me avisando que não foi possível encontrar o servidor? PORQUE?


Sep 26 2009

Sobre procrastinar

ProcrastinationProcrastinar é a arte que rege o ócio criativo e não tenho dúvida que esse é necessário pra qualquer profissional, independente de sua área de atuação ou método de trabalho. É no ócio criativo que você olha ao redor e respira, areja o cérebro faz com que as idéias entrem, não necessáriamente de forma imediata, mas aos poucos ou a longo prazo na massa cinzenta já meio bitolada de tanto trabalho.

Fato. Ter esse momento de descanço é indispensável para garantir não só qualidade de vida mas também esse trabalho bem feito. Apesar disso temos que ter cuidado pra que o ócio criativo não se torne procrastinação com muita frequencia. Veja bem, eu disse com frequencia. Nada impede que vez ou outra você acabe por transformar ócio em procrastinação. O que não deve ocorrer é essa transformação virar rotina. Se isso acontecer, aí sim temos problemas.

Conheço quem defenda que os procrastinadores de hoje serão os bem sucedidos de amanhã. Não duvido e em alguns casos não discordo só repenso que a chance de tal fato acontecer é inversamente proporcional a quantidade de vezes que você transforma o ócio em procrastinação. Na prática quero chegar com essas idas e vindas em um só lugar. No foco.

O foco é o grande limiar entre o trabalho render ou não, focando na atividade a ser desenvolvida você acaba por fazê-la de forma eficiênte. No fim das contas é uma cascata. Saber focar evita que se caia no ócio criativo frequentemente que evita tornar-se um procrastinador profissinal.

Na teoria é simples. na prática eu teria que estar focando em outra coisa nesse exato momento.